domingo, 28 de outubro de 2012

Desespero - Stephen King


Uma história e tanto.
O cenário: uma cidadezinha fictícia entre Ely e Austin, na Rodovia 50, a mais solitária das Estados Unidos, chamada Desespero.
À moda de King, os personagens são pessoas normais e desconhecidas entre si, que se encontram em uma situação que jamais imaginavam passar na vida. 

Elas são ligadas pelo policial insano - que grita ou sussurra coisas em uma língua desconhecida - que os pára na estrada, primeiro amistosamente e depois com certa violência insana. De um a um, com algum pretexto, os leva para o centro da cidade, e os trancafia no prédio da prefeitura. Aparentemente, sem nenhum outro motivo senão para matá-los.

Com uma narrativa dinâmica, King nos leva à aventura do grupo para tentar se livrar do encarceiramento e logo depois, para salvar suas próprias vidas. E durante essa corrida para fugir da morte, questionamentos são feitos e respostas são dadas, ou encontradas. Questionamentos e respostas a respeito de Deus. A partir das experiências individuais e grupais, King constrói a imagem de um Deus que é cruel, mas que também é amor. 

Porém, não se torna uma reflexão cansativa - embora eu não saiba como um ateu totalmente convicto reagiria, se o efeito seria totalmente o contrário - e se torna, na verdade, um duelo entre deuses, o cristão, e um totalmente desconhecido, o "Tak". Este último, desenterrado da Mina do China, uma escavação na entrada da cidade, há muito esquecida, por um misterioso desabamento de terra, que matou mais de 40 chineses, que lá trabalhavam. Um deus que usa os animais, e que toma conta conta do corpo das pessoas. E o Deus cristão está lá através principalmente de David, o garoto do grupo.

A narrativa é intensa, e devo acrescentar que enquanto lia, minha mãe entrou no quarto abruptamente, e fez meu coração saltar num susto. Reclamei, mas sem razão, porque não tinha sido ela, nem de longe, que tinha me assustado. As sutilezas de Stephen King. 

Os personagens muito bem construídos, cada um com suas experiências, traumas, vícios e medos. O cenário ricamente descrito, fazendo com que as cenas se passem com muita clareza diante de nossos olhos.

E por falar em cenas, um filme foi feito com base no livro. Porém, acredito que não com muito sucesso. Detalhes importantes foram suprimidos, detalhes que fizeram a diferença entre um bom filme e um filme "meia-boca". Entretanto, ainda não acredito que seja perda de tempo assistir. É ótimo para ilustrar o cenário geral. Já a narrativa, bom, acredito que não tenha mantido a dinâmica e intensidade do livro.

Mas geralmente é assim, não? O livro melhor que o filme. Tak.

Informações do Livro*:

Título Original: Desperetion
Tradução: Marcos Santarrita
385 Páginas
Lançado em 2001
Editora: Objetiva

Informações do filme:

Direção: Mick Garris
Origem: Estados Unidos
Ano de Lançamento: 2006
Duração: 131 minutos


*Dessa vez optei por dar informações de uma edição mais acessível, pois a que li, da Planeta DeAgostini, de 2004, é mais difícil de encontrar, já que está esgotada nas livrarias.

Ruby Sparks - A namorada perfeita


Achei que seria legal fazer um post sobre esse filme, primeiramente porque o protagonista é um escritor, mas também porque ele tem uma característica que ainda não vi em nenhum outro filme que tenha basicamente a mesma trama - o escritor traz à vida um de seus personagens. E essa característica é a seguinte: a criação de sua imaginação é real. Não está só em sua cabeça. E ela não volta pro lugar de onde veio.

Calvin (Paul Dano) é um escritor de sucesso que está passando por um momento de bloqueio, quando uma noite tem um sonho. Um sonho com uma garota. A partir daí, começa a escrever sobre ela. E, dos sonhos, ela passa a entrar em sua vida. Aos poucos. Até que toma conta dela.

E é aí que mora o problema. Calvin criou Ruby (Zoe Kazan) e pode controlá-la. Ela é tudo que ele escreve, suas emoções, suas expressões, suas aptidões. Ela fala tudo que ele quer, faz tudo que o agrada. Então, ele decide parar de escrever, afinal, ela parece perfeita. 

Até certo ponto, tudo dá certo. Mas Calvin não se sente mais tão completo com a Ruby que inventou, e se desagrada com algumas de suas atitudes "não controladas", daí então começa modelá-la de acordo com o que ele quer, controla suas emoções, fazendo-a amá-lo incondicionamente, ou mesmo deixando-a triste e carente.

Eis um problema de real: o de querer controlar o companheiro. Fazer dele seu mundo. E exigir isso em troca. E logo depois Calvin entra num dilema, que põe em risco sua felicidade. Deixar Ruby livre, ou continuar a controlá-la. O que é o mais sensato, já que ela, apesar de tudo, ainda é uma criação sua?


Parece um conto de fadas moderno, quando o escritor cria sua personagem e não está mais só, pois ela o completa. Mas aí entra um problema que quase sempre está presente, e a relação começa a entrar em sua decadência, já que com o controle vem também a culpa, que toma conta de Calvin. E então ele precisa se decidir entre viver com alguém que quer realmente ficar, ou alguém que só está porque é obrigado a ficar. Eis a mágica da história, o que a transforma em uma história real, afinal, convenhamos, contos de fadas não existem.

Apesar de um elenco desconhecido, com exceção de Antonio Banderas, os atores que fazem parte dele são realmente bons, e as atuações estão muito legais - não são atores sensacionais, mas talentosos, com certeza. Fotografia especialmente bonita na passagem de Calvin pela casa de sua mãe (Annette Bening). Dos mesmos produtores de PEQUENA MISS SUNSHINE, posso dizer que esse é um bom filme para assistir com uma tigela de pipoca, num dia calmo.

Informações:

Título Original: Ruby Sparks
Direção: Jonathan Dayton, Valerie Faris
Roteirista: Zoe Kazan
Origem: Estados Unidos
Ano de Lançamento: 2012
Duração: 104 Minutos

sábado, 20 de outubro de 2012

Koko Be Good - Jen Wang


O primeiro contato com o livro pode deixar a impressão de que o tema é ligeiramente infantil, como as pessoas costumam dizer, "meio besta". Tive essa impressão. Mas comprei, e não me arrependo. 

"Não é fácil ser boazinha", já diz o subtítulo da graphic novel, e Wang nos mostra como Koko descobre isso. Uma garota inconsequente, e que ganha a vida de forma não muito convencional, que de repente - depois do contato com Jon - decide se tornar uma pessoa melhor. Mas vale a pena mudar, se tornar uma pessoa melhor, apenas porque é o correto para as outras pessoas? Até que ponto ser altruísta vale a pena, e até onde a personalidade deixa isso acontecer? Jen mostra que a sociedade não é dividida entre os vilões e os mocinhos-heróis, é apenas formada por pessoas. Pessoas que podem mostrar ambos os lados - o bom e o mau -, sem pertencer necessariamente a um desses grupos específicos. Faron, um amigo de Koko e o personagem que mais me intrigou, ilustra bem essa ideia.



Outro ponto levantado por Wang é: é válido deixar seu mundo, seus sonhos, seus projetos, para viver no mundo de outra pessoa somente porque ele parece ser o mais certo, o mais bonito? Essa é o dilema de Jon, que está deixando o seu mundo por outra pessoa. E é Koko quem o faz refletir sobre isso. 

O contato entre os dois, Koko e Jon, é o catalisador da trama. Enquanto ela quer ser uma pessoa melhor, ele se pergunta se vale a pena ser essa pessoa, se um pouco de egoísmo seria tão ruim assim.


Com humor constante - e desenhos que dão conta desse humor - Jen Wang trata das incertezas daqueles que estão entrando no mundo das responsabilidades, entre elas a carreira profissional, onde é preciso pôr em prática todos os projetos anteriormente feitos. Às vezes eles saem de acordo com o planejado, outras não. E assim se segue.

Definitivamente, não é livro de tema infantil.

Eis a senhorita Jen Wang.

 Informações

Título Original: Koko Be Good
Tradução: Cassius Medauar
304 Páginas
Lançado em 2010
Editora: Editora Leya - Selo Barba Negra

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Maldição de Alaizabel Cray - Chris Wooding



Apesar de ser uma trama já batida - com monstros, demônios e criaturas que atormentam a vida das pessoas normais - A Maldição traz coisas novas sobre o imaginário das superstições e lendas antigas. O principal ponto que me chamou a atenção foi o fato de que esse mundo - que, na maioria das narrativas é tratado como um mundo à parte - faz parte do cotidiano das pessoas normais, e elas têm um medo real das criaturas. As pessoas SABEM que essas criaturas EXISTEM. Tanto que o "herói" da trama é um caçador desses monstros, um caçador de necromantes, designação dada a esses demônios, e policiais são cientes de sua existência. 

As criaturas são as mais diversificadas possíveis, desde o temido pelas crianças Bicho-papão até criaturas das quais nunca ouvimos falar. Creio que pode ser um adubo poderoso na imaginação daqueles que ficam acordados à noite, imaginando formas nas sombras antes de dormir, ou ainda naqueles que tem que passar a noite sozinhos.

O cenário é Londres. A época da trama é imprecisa, apesar de Wooding nos dar várias pistas dela. Segundo a narrativa, os necromantes invadem Londres logo depois de um tal Vernichtung, um ataque aéreo dos então prussianos aos ingleses. Esse ataque pode ser facilmente encontrado se pesquisado, e a partir dele encontra-se muito mais curiosidades da época. A narrativa se passa 20 anos depois desse fato. Além disso, outras pistas são dadas, como a destruição de catedrais e cidades, doenças, a tecnologia dos balões dirigíveis, e a indumentária das mulheres, que na trama não usavam calças, com exceção de uma personagem, o que é tido pela sociedade como uma afronta. Deduzi uma data, depois de muita pesquisa e ela fica entre as primeiras quatro décadas do século XX, porém pode estar errada.

Os personagens são todos interessantes a sua maneira - Thaniel, o "herói", o inseguro e corajoso, Cathaline, com sua objetividade e agilidade de raciocínio, e Alaizabel, carismática e forte, além dos personagens secundários - e juntos tornam a narrativa interessante e levemente complexa, porém de fácil assimilação, devido a sua linguagem simples.


Informações

Título Original: The hauting of Alaizabel Cray
Tradução: Marcelo Mendes
311 Páginas
Lançado em 2004
Editora: Arxjovem

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Umbigo sem Fundo - Dash Shaw


Esse acabou de sair do forno! Escrevi assim que terminei de ler.

Conheço pessoas que disseram que quase choraram ao terminar de ler, e logo depois me indicaram o livro, quiseram me emprestar, comprar para mim (leia-se "uma pessoa"). Então pensei: "deve valer a pena, mesmo, ler!". Umbigo sem Fundo talvez seja mais interessante por nos mostrar como a maioria das famílias realmente é. A sociedade foi acostumada a ter aquela ideia de "família feliz", onde todo mundo é próximo e solidário com os problemas de outra pessoa. E quando alguém destoa desse modelo é julgado como a pessoa mais esquisita do mundo, sem sentimentos, sem sensibilidade, blá, blá, blá. Mas "existem verdades mais verdadeiras do que a própria verdade" e quase nunca é assim.

A família Loony é feitas de pessoas que vivem em seu próprio mundo. Com problemas individuais, que talvez nenhum dos outros entenda. Ou talvez seja apenas afastamento mesmo. Por vezes, as pessoas convivem com pessoas que elas não conhecem, mesmo que elas estejam em suas vidas desde quando nasceram. E não ter proximidade não tem problema nenhum. Isso não quer dizer, necessariamente, que não se gosta ou se ama essas pessoas, mas só que não se tem intimidade.

Como em filmes, escolhi um personagem pelo qual torcer na história, o irmão mais novo, Peter. Ele é visto pela família como um sapo (e retratado assim por Dash), uma pessoa estranha, que ninguém conhece direito, e muito menos entende. Tem a auto-estima baixa, se acha um fracassado. Porém, sua atitude diante do tema central do livro, o divórcio de seus pais, é simplemente levar "na boa". Ao contrário dos outros irmãos, Dennis e Claire, que se preocupam com os motivos que levaram seus pais a tomarem essa decisão, Pete nem parece se preocupar com isso. Minha impressão foi como se o caçula quase dissesse: "Isso não é problema meu. Minha família está se esfacelando, mas ela sempre foi esfacelada, mesmo! Vou cuidar de minha vida e tentar resolver meus próprios problemas". Realmente gostei dessa atitude.

Quanto ao irmão mais velho, Dennis, ele simplesmente pira com a situação. O que é engraçado de ver. Tenta entender de todos os ângulos, faz perguntas a seus pais, que lhe respondem de maneira tão simples, e parecem tão conformados com suas escolhas, que o encasqueta mais ainda. Seus pais parecem tratar o assunto com muita naturalidade, e certa indiferença, apesar de Dash conseguir mostrar alguns momentos de angústia, dos dois.

Aliás, seus desenhos, apesar de simples (parecidos com os meus - o que talvez explique minha simpatia com seus traços) não deixam a narrativa monótona. Os quadros e diálogos passam rápido, se tem visão de todos os ângulos. A impressão que se tem é que se está assistindo a um filme num papel. Os quadros aproximam ou se afastam dos objetos em foco, todos os personagens são focados, cada um e sua expressão no momento. O que nos introduz de forma perfeita a essa característica de Shaw é a "cena" de abertura do livro. Um jantar confuso. E pensei: "esse, com certeza, não é um quadrinho chato!".



"BOM, É SÓ QUE NÓS NÃO NOS AMAMOS MAIS."





Quanto a cena final, o que Dash Shaw dá a entender é que algumas pessoas estão tão acostumadas a estar do lado de alguém que têm a impressão de que precisam daquela pessoa - principalmente depois de 40 anos -, e até que a ama, porém isso nem sempre é amor. Talvez seja o companheirismo, a lealdade, mas amor, sei não. Elas acreditam até sentir saudade, mas acredito que tenha mais a ver com a quebra do costume, da rotina. 

Bom, essas são as minhas considerações sobre Umbigo. E, sigam o conselho do autor: deêm um tempo entre uma parte e outra. Fez bem para minha leitura. Ah, digamos que estejam preparados para o dinamismo da história! 

Uma pequena entrevista com Dash Shaw:


Informações

Título Original: Bottomless Bellybutton
Tradução: Érico Assis
720 Páginas (um Senhor Lapa)
Lançado em 2009
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS - Selo QUADRINHOS NA CIA

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Retalhos - Craig Thompson




Retalhos foi indicação de uma amiga leitora confiável**, e uma indicação indireta de outro. Muito obrigada aos dois! É, talvez, o livro mais "deprê" que eu tenha lido, porém, ainda assim, bonito. Não é meu preferido da minha seção de quadrinhos/graphic novels, mas me prendeu desde o primeiro quadro. 

Craig, que tem uns traços bem psicodélicos - apesar de trabalhar somente com o preto e branco -, realmente soube colocar nos quadrinhos muitos medos de infância, que acometem a todos nós. Principalmente, a dúvida sobre o que é bom e o que é ruim. O medo de abrir a boca em certas situações. O medo das repreensões. Principalmente para quem cresceu em lares cristãos (praticantes e fervorosos). Bom, eu não fui uma criança assim, mas Thompson me eslareceu muita coisa que assisti quando pequena - situações em que meus amigos eram os protagonistas. Porém, o mais interessante é que as dúvidas de Craig não aparecem somente quando adolescente, ou na fase adulta, mas ainda na infância, quando ainda chega a questionar seus "tutores" nas aulas bíblicas.

Craig vive em um mundo em que não se encaixa, e isso, pessoal, já aconteceu com todos nós. Ele se vê entre o mundo da família, onde a bíblia e deus são tidos como o centro de suas vidas, e o mundo fora de sua casinha no Wisconsin, no qual as pessoas "pecam" a torto e a direito, e onde ele encontra sua querida musa, Raina.

Dividido entre o desejo e o pudor, Craig entra em um mundo encantado, um sonho. E tudo parece estar indo de vento em popa! Até que o destino arma sua armadilha - como talvez já tenha feito com qualquer um de nós, ou assim o fará - e ele percebe que poucas pessoas deixam seu mundo para viver o de outras. Responsabilidades, situações, e desejos que simplesmente afastam de nós pessoas que pensamos que estariam sempre do nosso lado. Entretanto, assim como o destino separa, ele junta também. E é tão melhor quando ele junta pessoas antes separadas! É o jogo da vida, folks!

Tirando essas observações, o que posso dizer é: preparem-se para a pieguice, e o romantique! Mas leia, de qualquer forma! 

Aí vai, a título de curiosidade, uma pequena entrevista com Craig Thompson:

Informações*

Título Original: Blankets
Tradução: Érico Assis
592 Páginas (Peso pesado)
Lançado em 2009
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS - Selo QUADRINHOS NA CIA

*Informações referentes à edição lida. 
**Termo que utilizo para me referir a pessoas com o gosto literário parecido com o meu.

Nota de abertura

Olá, poucas pessoas que provavelmente lerão o que escrevo.

Sinto a necessidade de esclarecer o objetivo do blog, principalmente porque não quero que as expectativas quanto a ele sejam altas demais.

Primeiramente, fiz um blog para exercitar minha redação, coisa que precisa de constante aperfeiçoamento, especialmente para quem precisa escrever (leia-se "criar textos coerentes") para poder terminar a faculdade.

E, em segundo lugar, porque amo livros. Fui criada assim.
Não sou daquelas pessoas que tem orgulho de dizer: "SEMPRE GOSTEI DE LER, DESDE CRIANÇA!". Aprendi a gostar de ler, já que tinha que fazer isso desde os 4 anos de idade. Família de professores, logo, rígida quanto à educação de suas crianças. Sabe comé, né? Entretanto, agradeço a cada esforço de cada um de meus tios (maternos) e de minha mãe, por não largar do meu pé em relação a isso. Hoje posso dizer que tenho uma paixão na vida. 

Quanto ao blog, ele não terá nenhum teor profissional, apenas humildes e sinceras opiniões. E espero que vocês, leitores, o vejam assim também, e compartilhem suas opiniões comigo. Tentarei postar comentários sobre livros (e, eventualmente algum filme) tanto quanto minha rotina permitir, portanto será normal se o blog ficar desatualizado por algumas semanas. Mas não desanimem! Estarei de volta com alguma coisa legal!

Ah, não pretendo, necessariamente, fazer resumos dos livros. Farei referência apenas àquilo que me ajudará a elucidar minhas opiniões. A história em si, ou completa, terá que ser lida individualmente.

Mas, por enquanto, estamos só começando!